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Um setor mais aquecido e otimista. É o que revela a pesquisa da Confederação  Nacional  da  Indústria  (CNI). Segundo a pesquisa, a indústria da construção civil encerrou 2009 aquecida, com um nível de atividade de 53,7 pontos em dezembro na comparação com novembro (o indicador  varia de 0 a 100 pontos e valores acima de 50 pontos representam aumento  de  atividade).  A informação é da Sondagem da Construção Civil, a nova  série  estatística  da  Confederação  Nacional  da  Indústria  (CNI).

Com  a  nova Sondagem, uma parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção  Civil  (CBIC), a CNI passa a acompanhar estatisticamente 88% do produto industrial.  A abrangência da pesquisa é nacional e a periodicidade será mensal, contemplando variáveis como o nível de atividade da construção civil, a situação financeira das  empresas,  os  principais  problemas apontados  por  elas,  as  expectativas  das empresas para os próximos seis meses.

Os  dados  divulgados  na  terça-feira, dia 09/02, coletados entre 4 e 22 de janeiro último numa amostra de 283 empresas,  revelam ainda que o número de empregados  no setor aumentou no último trimestre de 2009, comparativamente ao  terceiro  trimestre,  com  53,6 pontos, independentemente do tamanho da
empresa.  Informam  que,  com  51,8 pontos, a margem de lucro operacional é mais  que  satisfatória,  ocorrendo  o mesmo com a situação financeira, que atingiu 56,9 pontos.

O  principal  problema  apontado  pelas  empresas na Sondagem da Construção Civil  foi  a elevada carga tributária, assinalada por 60,7% delas, seguida pela  falta  de  trabalhador  qualificado,  indicada  por  53%. A ordem dos problemas  se  inverte  conforme  o  porte  da empresa: as grandes empresas colocaram  a  escassez  de  mão-de-obra  com qualificação em primeiro lugar (64,5% delas), sobrepondo-se ao problema da carga tributária.

Com  um  indicador  de  70,6  pontos,  os  empresários  da construção civil registram  otimismo  elevado  sobre  o  aumento  do  nível de atividade nos próximos   seis   meses.  Revelaram-se  igualmente  otimistas  sobre  novos empreendimentos,  indicador  que  atingiu  70  pontos.  Como  resultado  do
otimismo,  vão  aumentar  as  compras de matérias-primas (indicador de 69,7 pontos) e contratar trabalhadores (indicador de 66,8 pontos).

Fonte: UNICOM/ Brasília
Foto: José Paulo Lacerda