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Estado de Minas – MG

A diversidade de matérias-primas renováveis e o reaproveitamento de resíduos vão garantir o futuro dos biocombustíveis no Brasil, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. As novas tecnologias, segundo o instituto, também vão contribuir para garantir o suprimento. Ainda de acordo com o Ipea, a produção nacional de soja será capaz de atender a demanda crescente de biodiesel. O estudo alerta, no entanto, que se houver uma elevação de preço no mercado internacional, o mercado pode sofrer os mesmos problemas do açúcar e do álcool, com o desvio da produção para exportação e a falta de matéria-prima para produção de biodiesel internamente.

“É claro que, se os preços dos combustíveis fósseis retornarem aos patamares elevados do início deste século, o mercado de biocombustíveis será extremamente promissor, o que impulsionará o desenvolvimento de novos processos e tecnologias. O setor energético deve se preparar para a substituição da matriz energética e o setor agroindustrial exercerá papel importante nesta mudança”, diz o Ipea no estudo.

Para o economista Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria, especializada no setor sucroalcooleiro, o Centro-Sul brasileiro poderá produzir mais etanol que o estimado inicialmente para a safra 2010/11. Nastari deverá rever sua estimativa de produção, atualmente em 27,58 bilhões de litros, ainda este mês. Segundo ele, dois fatores estão contribuindo para um possível crescimento na produção de etanol no Brasil. O primeiro deles seria a necessidade de abastecimento de etanol na região Nordeste do Brasil, prevista para atingir seu pico entre maio e outubro. O outro fator é o crescimento da produção mundial de açúcar em um patamar acima do esperado inicialmente, o que deve reduzir os preços internacionais da commodity, tirar a competitividade do produto e reduzir as exportações brasileiras. “Este ano, mais do que qualquer outro, o Brasil surpreenderá e não terá a produção de açúcar que se espera”, disse.

Fonte: JornalCana

Com a conclusão das obras de duplicação da Usina de Biodiesel de Candeias, na Bahia, prevista para agosto, a Petrobras aumentará em 33% a capacidade de produção de biodiesel de suas três unidades: a de Montes Claros (MG), a de Quixadá (CE) e a de Candeias.

A capacidade de produção conjunta das três usinas passará dos atuais 326 milhões de litros para 434 milhões de litros por ano, até o final do ano, após a conclusão das obras na Bahia. A outras duas usinas produzem, cada uma, 108 milhões de litros anuais.

O Planejamento Estratégico da Petrobras prevê ainda a construção de uma usina de grande porte na Região Norte do Brasil até 2012, que poderá para processar 120 milhões de litros de biodiesel por ano – o que vai dobrar a capacidade de produção da estatal nos próximos três anos. Para isso, a estatal vai transformar uma das suas duas unidades experimentais localizadas em Guamaré, no Rio Grande do Norte, em usina industrial.

Para os próximos cinco anos, já foram aprovados pela companhia investimentos de R$ 1 bilhão, destinados ao desenvolvimento de tecnologias em biocombustíveis, a serem implementadas pelo Centro de Pesquisas da estatal, na Ilha do Fundão, e também por outras instituições de pesquisa.

A intenção da estatal brasileira de energia de se tornar uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do mundo levou a estatal a concluir, em novembro do ano passado, o primeiro negócio para produção em parceria com a iniciativa privada, com a aquisição de 50% da Usina de Marialva, em Maringá, no norte do Paraná, do grupo BSBios.

O início da produção, que será de 120 milhões de litros por ano, está previsto para o segundo semestre de 2010. Esse volume representa 60% da demanda atual do estado do Paraná, que é de 200 milhões de litros por ano.

A produção de biodiesel da Petrobras em 2009 evitou a emissão na atmosfera de 320 mil toneladas de dióxido de carbono.

Fonte: Agência Brasil

O programa visa apoiar a produção, a comercialização e o uso do biodiesel como fonte de energia renovável e atividade geradora de emprego e renda.

A assistência ao setor produtivo será feita por meio da disponibilização de linhas de financiamento de custeio, investimento e comercialização, colaborando para a expansão do processamento de biodiesel no país, a partir do incentivo à produção de matéria-prima, à instalação de plantas agroindustriais e à comercialização.

O Programa beneficiará os diversos componentes da cadeia produtiva do biodiesel de forma sistêmica:
a) Na produção agrícola, com linhas de crédito de custeio, investimento e comercialização, disponíveis para financiamento ao produtor rural familiar e empresarial.
b) Na industrialização: BNDES Biodiesel, Pronaf Agroindústria, Prodecoop, Crédito Agroindustrial (aquisição de matéria-prima), FCO Empresarial, entre outras linhas disponíveis para o setor industrial. além das linhas disponíveis para o setor industrial.

O principal critério a ser considerado pelo Banco na concessão do crédito, além das exigências específicas de cada linha, é a garantia de comercialização tanto da produção agrícola quanto do biodiesel.

Inicialmente serão priorizadas as culturas do dendê, da mamona, da soja, do algodão (caroço), do girassol, observando-se o zoneamento agrícola, ou recomendação técnica de órgão oficial e a aptidão regional.

Fonte: Banco do Brasil S.A