Categoria ‘Indústria’
Engenheiro Hugo Osvaldo Scanavino – diretor técnico da Flexihelp Engenharia
O sistema de distribuição de vapor é o principal elo de ligação entre o gerador de vapor e os equipamentos consumidores.
O emprego de tubulações pelo homem antecede a história escrita. Foram descobertos vestígios de tubulações nas ruínas da Babilônia, da China, de Pompéia e em muitas outras.
Os primeiros tubos de aço, que hoje dominam largamente quase todos os campos de aplicação industrial, começaram a ser fabricados comercialmente em fins do século XIX.
A importância dos tubos na indústria é enorme. O valor da tubulação representa, em muitos casos de 30% a 60% do valor de todos os equipamentos de uma indústria de processamento e 10% a 20% do custo total da instalação.
O investimento realizado na produção e utilização de vapor poderá resultar oneroso se a distribuição deste não for realizada eficientemente.
O objetivo do engenheiro especializado é de obter a melhor forma de utilização da energia, mediante um cálculo cuidadoso e seleção de materiais e acessórios que contribuam com a obtenção de um sistema de distribuição racional e eficiente.
O sistema de distribuição de vapor é o sistema de vias de transporte de energia que interliga os pontos de produção e utilização.
Devemos lembrar que nesse sistema, a tendência é de haver sempre uma dissipação de parte da energia transportada, que se dá de forma irreversível.
Assim pode-se concluir que para um sistema de distribuição de vapor operar satisfatoriamente, deve-se procurar minimizar tanto as perdas de pressão quanto as perdas de calor por transferência.
Esse ponto ótimo, com boa performance e perdas mínimas, só é conseguido através de um bom dimensionamento das tubulações.
Uma tubulação subdimensionada trabalhará com velocidades elevadas, ocasionando perdas de pressão (perdas de carga) muito grandes e, nos casos mais críticos, falta de vapor no ponto de consumo.
Um sistema de tubulação eficientemente projetado, com materiais adequados, diâmetros corretamente dimensionados, e configurações suficientemente flexíveis, se comportará dentro das expectativas de projeto e, conseqüentemente, de forma compatível com os requisitos normativos, merecendo assim a confiabilidade técnico-econômica para o qual foi projetado.
Estado de Minas – MG
A diversidade de matérias-primas renováveis e o reaproveitamento de resíduos vão garantir o futuro dos biocombustíveis no Brasil, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado ontem. As novas tecnologias, segundo o instituto, também vão contribuir para garantir o suprimento. Ainda de acordo com o Ipea, a produção nacional de soja será capaz de atender a demanda crescente de biodiesel. O estudo alerta, no entanto, que se houver uma elevação de preço no mercado internacional, o mercado pode sofrer os mesmos problemas do açúcar e do álcool, com o desvio da produção para exportação e a falta de matéria-prima para produção de biodiesel internamente.
“É claro que, se os preços dos combustíveis fósseis retornarem aos patamares elevados do início deste século, o mercado de biocombustíveis será extremamente promissor, o que impulsionará o desenvolvimento de novos processos e tecnologias. O setor energético deve se preparar para a substituição da matriz energética e o setor agroindustrial exercerá papel importante nesta mudança”, diz o Ipea no estudo.
Para o economista Plínio Nastari, presidente da Datagro Consultoria, especializada no setor sucroalcooleiro, o Centro-Sul brasileiro poderá produzir mais etanol que o estimado inicialmente para a safra 2010/11. Nastari deverá rever sua estimativa de produção, atualmente em 27,58 bilhões de litros, ainda este mês. Segundo ele, dois fatores estão contribuindo para um possível crescimento na produção de etanol no Brasil. O primeiro deles seria a necessidade de abastecimento de etanol na região Nordeste do Brasil, prevista para atingir seu pico entre maio e outubro. O outro fator é o crescimento da produção mundial de açúcar em um patamar acima do esperado inicialmente, o que deve reduzir os preços internacionais da commodity, tirar a competitividade do produto e reduzir as exportações brasileiras. “Este ano, mais do que qualquer outro, o Brasil surpreenderá e não terá a produção de açúcar que se espera”, disse.
Fonte: JornalCana
Com a conclusão das obras de duplicação da Usina de Biodiesel de Candeias, na Bahia, prevista para agosto, a Petrobras aumentará em 33% a capacidade de produção de biodiesel de suas três unidades: a de Montes Claros (MG), a de Quixadá (CE) e a de Candeias.
A capacidade de produção conjunta das três usinas passará dos atuais 326 milhões de litros para 434 milhões de litros por ano, até o final do ano, após a conclusão das obras na Bahia. A outras duas usinas produzem, cada uma, 108 milhões de litros anuais.
O Planejamento Estratégico da Petrobras prevê ainda a construção de uma usina de grande porte na Região Norte do Brasil até 2012, que poderá para processar 120 milhões de litros de biodiesel por ano – o que vai dobrar a capacidade de produção da estatal nos próximos três anos. Para isso, a estatal vai transformar uma das suas duas unidades experimentais localizadas em Guamaré, no Rio Grande do Norte, em usina industrial.
Para os próximos cinco anos, já foram aprovados pela companhia investimentos de R$ 1 bilhão, destinados ao desenvolvimento de tecnologias em biocombustíveis, a serem implementadas pelo Centro de Pesquisas da estatal, na Ilha do Fundão, e também por outras instituições de pesquisa.
A intenção da estatal brasileira de energia de se tornar uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do mundo levou a estatal a concluir, em novembro do ano passado, o primeiro negócio para produção em parceria com a iniciativa privada, com a aquisição de 50% da Usina de Marialva, em Maringá, no norte do Paraná, do grupo BSBios.
O início da produção, que será de 120 milhões de litros por ano, está previsto para o segundo semestre de 2010. Esse volume representa 60% da demanda atual do estado do Paraná, que é de 200 milhões de litros por ano.
A produção de biodiesel da Petrobras em 2009 evitou a emissão na atmosfera de 320 mil toneladas de dióxido de carbono.
Fonte: Agência Brasil